No videocast “Novelão”, comandado pela jornalista Anna Luiza Santiago, Diogo Vilela abriu o coração sobre o passado. Durante a conversa, ele relembrou o convite do diretor Paulo Ubiratan para o remake de 1993.
Contudo, o artista precisou recusar o papel marcante. Isso aconteceu porque ele já estava totalmente comprometido com um projeto teatral na mesma época.
Com efeito, essa decisão trouxe desdobramentos difíceis para a sua carreira na televisão. Conforme explicou o ator:
“Eu fazia sempre teatro, então a TV Globo me escalava pouco para novelas. Eu não pedia, porque sou retraído. Não falava que estava disponível. Hoje, acho uma pena ter sido assim, mas era meu temperamento. Eu saía correndo, achava que não era para mim (…) Fiz a “TV Pirata” e, depois que acabou, falei: “Vou morar em São Paulo”. Eu estava com uma relação em São Paulo e avisei: “Se precisarem de mi, me chamem”. Meu sonho era ser produtor de teatro. Comecei minha primeira produção. Paulo Ubiratan me chamou na Globo e disse: “Quero que você faça um papel que vai eternizar você no país. Estou te dando um presente”. Eu ia estrear 15 dias depois e tinha investido todo o meu dinheiro, contratos estavam fechados, o teatro alugado, minha primeira peça… Eu disse: “Paulo, não posso fazer essa novela”. Era o Tonho da Lua. Ele insistiu: “Você tem que fazer essa novela, é a sua cara, eu não me conformo”. Ficou aquele problema. Aí fiquei marcado até hoje. Foi séria a coisa. Sofri consequências disso. Eu não era mais escalado, fiquei um bom tempo na geladeira, como se diz”
Além disso, Diogo ressaltou que acabou indicando Marcos Frota para o icônico personagem.
Posteriormente, o ator deu mais detalhes sobre as dificuldades daquela época. Na verdade, sua dedicação aos palcos ditava o ritmo de sua vida profissional. Segundo suas próprias palavras:
“Eu fazia sempre teatro, então a Globo me escalava pouco para novelas. Eu não pedia, porque sou retraído. Não falava que estava disponível. Hoje, acho uma pena ter sido assim, mas era meu temperamento. Eu saía correndo, achava que não era para mim. Agora vejo que isso é uma característica nossa. Poderia ter sido mais articulado”
Em seguida, a entrevista abordou como a proposta para a trama de Ivani Ribeiro de fato aconteceu. De acordo com o relato do artista:
“Meu sonho era ser produtor de teatro. Comecei minha primeira produção? Paulo Ubiratan me chamou na Globo e disse: “Quero que você faça um papel que vai eternizar você no país. Estou te dando um presente”. Eu ia estrear 15 dias depois e tinha investido todo meu dinheiro, contratos estavam fechados, o teatro alugado, minha primeira peça? Eu disse: “Paulo, não posso fazer essa novela”. Era o Tonho da Lua.”
Ademais, a insistência do diretor foi muito grande na ocasião. Por isso, a situação gerou um dilema penoso para o intérprete:
“Ele insistiu: “Você tem que fazer essa novela, senão eu não vou olhar na tua cara, eu não me conformo”. Poderia fazer, mas fiquei pensando? Eu disse: “Vou ver o que posso fazer”. Ficou aquele problema.”
Infelizmente, a recusa acabou gerando ruídos internos na emissora carioca. Sob o ponto de vista do ator:
“Pareceu uma recusa pessoal. Não foi. Isso foi sério, porque determinou muitos aspectos do meu futuro. Eu queria muito fazer novela, acho interessante. Me chamaram para ser protagonista. Falei: “Não acredito. Tem certeza? É verdade?” Eu aceitei. Amava o personagem. Era “Quatro por Quatro””
Apesar do entusiasmo inicial, a sua trajetória no folhetim das sete também enfrentou sérios percalços. Consequentemente, o projeto não prosperou como ele imaginava:
“Amava aquele azarão. Era muito popular. O personagem tinha empatia. Me tiraram. Por causa disso. No meio da novela? Imagina no auge, e começa a diminuir. Estranho. Mas eu não sou de ligar. Fiquei guardando. Um dia meu pai me ligou. Ele disse: “Saia dessa novela. O que aconteceu?”. Saiu na imprensa que eu estava sendo mal aproveitado.”
Por fim, o clima nos bastidores tornou-se insustentável para Diogo. Diante de tanto estresse, a sua saúde acabou sendo afetada, resultando em um afastamento definitivo:
“Ficou um clima tenso. Fui no Mauro Lúcio e falei: “Quero sair. Estou me sentindo mal, tive uma gastrite, fui para o hospital”. Sabe quando começam essas coisas? Fiquei tenso. Saí da novela. Foi pior ainda. Aí a geladeira foi.”

