A nostalgia dos anos 1980 não bastou para salvar o filme “Mestres do Universo”. A nova adaptação do He-Man decepcionou nas bilheterias mundiais.
Além do prejuízo financeiro, a produção recebeu duras críticas nas redes sociais. Diversos internautas reclamaram que o guerreiro parecia menos viril do que antes.

Durante o primeiro final de semana, o longa arrecadou apenas US$ 54 milhões globalmente. Contudo, o orçamento estimado foi de US$ 170 milhões.
No mercado brasileiro, a arrecadação atingiu somente R$ 22,23 milhões. Portanto, os números ficaram muito abaixo do investimento milionário feito pelo estúdio.
Rejeição ao protagonista e críticas na internet
As reclamações do público começaram antes mesmo da estreia nos cinemas. A escalação do ator Nicholas Galitzine para o papel principal gerou forte rejeição.
Muitos fãs criticaram a falta de semelhança física do artista com o herói. Além disso, pesou o fato de Galitzine ter feito sucesso recente.

Anteriormente, o ator protagonizou o filme “Vermelho, Branco e Sangue Azul”. Nessa produção romântica, ele interpretou justamente um príncipe homossexual.
Nas redes sociais, usuários acusaram o filme de promover uma suposta agenda progressista. Alguns internautas afirmaram que tentaram ridicularizar a imagem do homem másculo.
A conexão com a comunidade LGBTQIA+
Por outro lado, o desenho original sempre teve forte ligação com o público homossexual. Na época, os meninos geralmente preferiam animações mais militares.
Em contrapartida, as cores vibrantes e o universo mágico de Eternia conquistaram as crianças que não se encaixavam nos padrões rígidos daquela década.
Na história, o sensível Príncipe Adam se transforma no poderoso He-Man. Para muitos, essa transição simboliza a revelação da própria identidade com orgulho.
De acordo com Erika Scheimer, filha do produtor da animação, os estúdios da época eram inclusivos. Eles costumavam contratar diversos profissionais abertamente gays.


