A estreia em Jogada de Risco, no Globoplay, marca um novo capítulo de uma trajetória construída por escolhas que desafiam seus próprios limites.
Bruna Griphao descobriu cedo sua conexão com a arte. Aos 8 anos, a carioca deu os primeiros passos na televisão e iniciou uma carreira que, quase duas décadas depois, mostra uma artista mais madura, versátil e disposta a se reinventar.
Agora, aos 27 anos, Bruna encara aquele que considera o papel mais desafiador da carreira. Em Jogada de Risco, dá vida a Daniele, uma profissional do sexo, em uma interpretação que a levou a explorar novas camadas como atriz. Além da complexidade emocional, o trabalho inclui cenas de nudez e intimidade que exigiram preparo técnico, confiança na equipe e maturidade profissional.

“Eu acho que toda experiência nova, o personagem novo, vem no lugar do desconhecido. Você quer entender quem é aquela pessoa e o que levou ela a tomar as decisões que tomou”, afirma Griphao.
Além disso, a atriz acredita que encarar novos desafios amplia seu olhar sobre a profissão e contribui para seu amadurecimento. “Me revela um lugar de olhar para a minha profissão com mais maturidade”, conta Bruna.
Esse trabalho, no entanto, não representa uma mudança de direção. Ao contrário, reforça uma característica que acompanha sua caminhada desde o início: a busca por experiências capazes de ampliar seu repertório artístico.
“Os desafios me movem muito. Eu amo personagens que me tirem da minha zona de conforto”, revela a artista.
Essa disposição já apareceu em diferentes momentos. Na televisão, transitou por personagens com perfis distintos. Também levou a mesma entrega ao teatro, à música e ao Carnaval. Como musa do Salgueiro, por exemplo, mergulhou em um universo novo e conquistou respeito ao assumir essa experiência com disciplina, comprometimento e paixão.
Enquanto o público acompanha Daniele, também reencontra a jovem Paloma na reprise de Avenida Brasil, sua primeira novela na Globo. O encontro entre esses dois momentos da carreira evidencia uma artista que nunca deixou de buscar novos caminhos.

Da princesa Leopoldina, em Nos Tempos do Imperador, à garota de programa Daniele, Bruna percorre universos opostos na ficção. Entretanto, o contraste entre essas personagens evidencia uma escolha constante: buscar histórias que despertem sua curiosidade e expandam seus limites como artista.
Para ela, essa característica também ajuda a explicar sua versatilidade.
“Acho que eu tenho uma vontade muito grande de viver tudo que me é oferecido. Amo agarrar com garra e acho que isso me revela como uma artista plural, disposta a aceitar desafios”, conta a atriz.
Mais do que acumular personagens, Bruna busca manter viva a sensação que acompanha sua trajetória desde a infância: o encantamento diante de cada novo projeto.
“Eu me sinto até hoje maravilhada com cada projeto novo. É como se eu estivesse fazendo pela primeira vez”, explica.
Enquanto o público acompanha a personagem do momento, sua trajetória revela uma artista movida pela curiosidade. Afinal, é o desejo permanente de descobrir novos caminhos que a mantém em constante movimento.

