Aos 58 anos, Céline Dion canadense retoma apresentações em Paris depois de seis anos afastada e fala sobre os desafios da nova fase

Céline Dion está novamente diante do público. Aos 58 anos, a cantora canadense iniciou uma nova temporada de shows em setembro de 2026, em Paris. A apresentação marcou uma mudança importante após um período dedicado aos cuidados com a saúde. A artista passou seis anos longe das apresentações regulares por causa dos efeitos da síndrome da pessoa rígida. A rara condição neurológica provocou espasmos musculares e dificuldades de movimento. Por isso, sua rotina profissional precisou ser interrompida.
Céline Dion revela detalhes da condição
Céline tornou público o diagnóstico em 2022. Naquele momento, explicou que os sintomas já interferiam em sua capacidade de caminhar e cantar. Posteriormente, em entrevista à Harper’s Bazaar, publicada em agosto de 2026, a cantora falou sobre a maneira como encara o quadro. Para Céline, trata-se de uma condição progressiva. Por esse motivo, ela evita usar a palavra “doença”.
“É uma condição progressiva. Não gosto de dizer ‘doença’”, declarou.
Além disso, a artista contou que os primeiros sinais surgiram muitos anos antes do diagnóstico. Assim, a descoberta ajudou a explicar problemas que já faziam parte de sua rotina havia bastante tempo. A síndrome da pessoa rígida pode provocar rigidez muscular e espasmos. Em casos mais graves, os sintomas podem comprometer a mobilidade.

Tratamento mudou a rotina da cantora
Durante esse período, Céline precisou adaptar diversas atividades do dia a dia. Ela passou por fisioterapia, terapia vocal e tratamentos médicos. Além disso, trabalhou o condicionamento físico. Pilates e aulas de balé passaram a fazer parte da rotina de exercícios. Ao mesmo tempo, a cantora buscou desenvolver força e segurança nos movimentos. Dessa maneira, o processo contou com acompanhamento profissional durante a preparação. Por outro lado, os cuidados não ficaram restritos à parte física. A terapia vocal também teve importância para que Céline pudesse trabalhar a voz novamente.
“Estou vivendo a vida”

Apesar das dificuldades, Céline afirmou que não pretende ficar presa às perguntas sobre os motivos que a levaram até essa situação. Em vez disso, a cantora disse que prefere concentrar sua atenção na experiência de cada dia.
“Em vez de questionar a vida, você pode viver a vida? Então estou vivendo minha vida”, disse à Harper’s Bazaar.
Além disso, Céline reconheceu que a experiência trouxe momentos distintos. Segundo ela, alguns dias são felizes, enquanto outros são mais difíceis.
“Sou honesta, e nem sempre é bonito. Às vezes são coisas felizes, às vezes são tristes, mas isso se chama vida”, afirmou.
Primeiro show aconteceu em Paris
Finalmente, o primeiro espetáculo completo após seis anos ocorreu em 12 de setembro de 2026, na Plenitude Arena, em Nanterre, na região de Paris. Na primeira noite, aproximadamente 35 mil pessoas acompanharam a apresentação, segundo o site oficial da cantora. Além disso, o evento abriu a residência Céline Dion Paris 2026-2027.

Durante a noite, a artista falou sobre a promessa feita aos fãs.
“Eu fiz uma promessa de voltar e estar de volta ao palco. Então aqui estou, cantando para vocês, cantando para mim, cantando a vida”, afirmou.
Sucessos fazem parte do repertório
Para a temporada parisiense, Céline reuniu músicas de diferentes momentos de sua carreira. Entre os destaques estão “My Heart Will Go On”, “All by Myself” e “On Ne Change Pas”. Ao todo, a residência terá 26 apresentações. A primeira etapa acontece entre setembro e outubro de 2026. Depois disso, novos shows estão previstos para maio de 2027.
Uma nova fase profissional
Em 2024, Céline já havia emocionado o público ao participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Naquele momento, sua participação marcou uma aparição especial diante de uma grande audiência. Agora, a cantora mantém uma agenda de apresentações, enquanto segue os cuidados físicos e vocais necessários. Assim, a temporada parisiense representa um novo capítulo na trajetória de Céline Dion. Ao mesmo tempo, a artista continua conciliando a carreira musical com os cuidados exigidos pela condição neurológica.

