Beth Goulart fala sobre a perda da mãe durante a pandemia, a impossibilidade de se despedir e a importância da espiritualidade em sua vida
Beth Goulart voltou a falar sobre a morte da mãe, Nicette Bruno, durante uma entrevista ao Rivo Talks. Na conversa, a atriz relembrou o período difícil vivido pela família durante a pandemia de Covid-19 e, sobretudo, a impossibilidade de acompanhar a mãe de perto nos últimos momentos. Nicette Bruno morreu em 20 de dezembro de 2020, aos 87 anos, após complicações provocadas pela Covid-19. Ela estava internada na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, desde 26 de novembro daquele ano.

Beth Goulart fala sobre a despedida da mãe
Ao recordar a perda, Beth se emocionou ao falar sobre a maneira como a pandemia interferiu na despedida. Naquele período, as restrições provocadas pela doença impediram a família de permanecer ao lado de Nicette.
“A mamãe foi arrancada de nós de uma forma em que nós não pudemos estar ao lado dela”, afirmou a atriz.
Além disso, Beth contou que a perda aconteceu enquanto ela e a mãe trabalhavam juntas em um projeto literário. Inicialmente, as duas planejavam escrever sobre o processo de morte de Paulo Goulart, pai de Beth e marido de Nicette. No entanto, a morte de Nicette mudou completamente os rumos do trabalho. Segundo Beth, ela precisou incluir na obra a própria experiência diante da perda da mãe e do processo de luto. O projeto posteriormente se transformou no livro Viver É Uma Arte: Transformando a Dor em Palavras.
A força encontrada depois da perda

Beth também falou sobre como o luto fez com que descobrisse uma força que, até então, não sabia que possuía. Para ela, a ausência dos pais trouxe a necessidade de encontrar novas formas de manter a ligação com eles.
“Às vezes a perda faz a gente descobrir uma força que a gente desconhecia”, declarou a atriz.
Nesse sentido, a espiritualidade passou a ocupar um espaço ainda mais importante em suas reflexões. Durante a entrevista, Beth explicou que enxerga os momentos difíceis como oportunidades de aprendizado e transformação.
“A espiritualidade se renova a cada momento da vida em que você é testado. A vida é uma prova, um teste”, afirmou. Portal Leo Dias
Espiritualidade e a maneira de enfrentar a morte
A relação da família Goulart com a espiritualidade não é recente. Durante a internação de Nicette, Beth chegou a pedir orações pela recuperação da mãe e compartilhou mensagens de fé com os seguidores. Além disso, em uma entrevista anterior, a atriz explicou que a espiritualidade ajudou a família a lidar com o luto. Segundo Beth, a compreensão de que a morte representa uma passagem para outra dimensão de existência trouxe conforto durante aquele período. Por outro lado, Beth reconhece que a dor da perda continua existindo. Ainda assim, ela acredita que a maneira de enfrentar aquilo que não pode ser evitado pode ser transformada.
“Vou ter que morrer, não vai ter jeito, vou ter que morrer, todo mundo vai ter que morrer. Agora, como é que eu vou viver isso?”, questionou durante a conversa.
Dessa forma, ao relembrar Nicette, Beth não fala apenas sobre a ausência. Ela também destaca as memórias, os ensinamentos e a força que encontrou na relação com a mãe. Nicette Bruno deixou uma trajetória de décadas no teatro e na televisão. Além de sua carreira, construiu uma família ligada às artes ao lado de Paulo Goulart, com quem teve três filhos: Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho.

