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Redes Sociais Exigirão Alvará para Conteúdo com Menores

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai notificar as redes sociais na próxima terça-feira (16). A partir disso, as plataformas devem exigir alvará judicial para conteúdos monetizados de menores.

O conselheiro Esteves apresentou o relatório dessa proposta. O objetivo principal é proteger crianças e adolescentes que atuam como influenciadores digitais. Desse modo, o texto estabelece regras firmes para blindar a renda e o patrimônio desses jovens.

“O núcleo do problema reside na exploração comercial indevida”, afirmou Esteves. Ele alertou que interesses mercadológicos não podem se sobrepor aos direitos dos menores. Além disso, o conselheiro destacou o risco da adultização precoce.

Atualmente, o CNJ debate a concessão de autorizações para atividades artísticas e publicitárias remuneradas na internet.

Essa regulamentação reflete a vigência do ECA Digital, que começou em março. Portanto, a Justiça agora exige o alvará para influenciadores mirins trabalharem no ambiente virtual.

Critérios de Proteção

A proposta determina que os juízes fixem salvaguardas para a proteção integral dos jovens. Consequentemente, os magistrados avaliarão a carga de exposição, a idade e o desenvolvimento de cada um.

Para garantir a segurança, os juízes poderão adotar as seguintes medidas práticas:

  • Limitar a frequência, a duração e os horários das atividades.
  • Proteger a saúde física e emocional dos menores.
  • Garantir a frequência escolar obrigatória.
  • Restringir conteúdos e meios de divulgação da atividade.
  • Preservar a privacidade, a imagem e os dados pessoais.
  • Fixar medidas de proteção patrimonial sobre os rendimentos.
  •  

Defesa dos Rendimentos

O texto prioriza a segurança financeira dos influenciadores mirins. Por isso, a proposta sugere criar uma reserva patrimonial em conta no nome do menor.

Ademais, o CNJ criará mecanismos de controle sobre o uso desse dinheiro. O objetivo é bloquear o uso dos valores se houver risco de exploração econômica. Por fim, os alvarás terão prazos de validade específicos. O documento valerá por até 12 meses para crianças e 18 meses para adolescentes. Contudo, o juiz pode alterar os termos a qualquer momento. Um banco nacional de alvarás também será criado, permitindo a fiscalização direta por órgãos como o Ministério Público.

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